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Familiares e amigos de Omar Alves da Silva se despedem em cerimônia cujas cinzas foram dissipadas neste domingo nas águas do rio Paraíba do Sul

12 SET 2017
12 de Setembro de 2017
Os familiares e amigos do senhor Omar Alves da Silva, (conhecido por Omar Vitorino), falecido no dia 21 de agosto do corrente ano, despediram-se dele na tarde deste domingo (10) às 14 horas, às margens do rio Paraíba do Sul próximo ao fundo da sua residência no bairro Ipuca. O senhor Omar teve morte da seguinte forma: deitou para dormir e não mais acordou, neste caso, considera-se possível infarto.

Como era o seu desejo ser cremado e que suas cinzas fossem dissipadas nas águas do rio que ele tanto amava, de modo outro que era pescador antigo. Assim sendo a família cumpriu com a realização do seu desejo. O senhor Omar era conhecido e amado por todos que com ele conviveram - deixa um legado maior na memória dos seus amigos e familiares, tais como o espírito da grandeza humana, o respeito para com todos e a religiosidade contida na sua essência.

Era considerado homem de poucas palavras, mas de grandes atitudes, firmeza e caráter. A cerimônia de despedida foi conduzida pelo pastor da igreja que o senhor Osmar frequentava. Logo após, através de um barco, o casal de filhos do falecido Osmar conduziram o processo de dissipar as cinzas nas águas do rio.

Omar foi casado e deixou um casal de filhos – Eber Frank e Bianca Fransoine. Foi pescador, presidente da Colônia de Pescadores Z-21, e trabalhou também na construção civil. Um amigo da família resumiu a despedida com uma citação de Chico Xavier: “A prática do bem, simples e infatigável pode modificar a rota do destino, de vez que o pensamento claro e correto, com ação edificante, interfere nas funções celulares, tanto quanto nos eventos humanos, atraindo em nosso favor, por nosso reflexo melhorado e mais nobre, amparo, luz e apoio, segundo a lei do auxílio”. O que é preciso para ser cremado e quais os procedimentos?

Há certos pré-requisitos associados à cremação por ser um processo irreversível, a começar pela certidão de óbito do falecido e a permissão de um médico legista. Além disso, se a pessoa não deixou sua vontade escrita e documentada, é preciso obter um formulário de autorização de cremação preenchido e assinado pelo parente mais próximo. Porém, se a família se opuser - o processo não poderá ser realizado.

Como é impossível determinar a causa da morte depois da cremação, alguns estados também têm um período de espera de 24 a 48 horas após a morte, principalmente em casos de morte violenta. Há também algumas exigências em relação ao recipiente que será utilizado no processo, que deve ser resistente ao vazamento de fluidos corporais e fornecer proteção aos operadores dos crematórios que precisam lidar com essas caixas.

Caso o falecido tenha um marca-passo cardíaco, recomenda-se tirá-lo antes da cremação, pois o mesmo pode explodir e causar danos no incinerador, além de ferir o pessoal operacional. Além disso, este equipamento contém mercúrio, que é prejudicial quando liberado na atmosfera.

Depois de tudo acertado, o corpo é colocado em uma câmara de cremação e submetido a um calor extremo e a chamas diretas, a uma temperatura que varia entre 1.400 e 1.800 graus Celsius – em nosso corpo não há nenhuma célula que aguente uma temperatura maior que mil graus. O processo costuma levar até três horas, dependendo de fatores como o peso do morto, o tipo de caixão ou recipiente em que o corpo é colocado e a temperatura da câmara. O calor seca o corpo, queimando a pele e o cabelo, contraindo e carbonizando os músculos, vaporizando os tecidos moles e calcificando os ossos, fazendo com que eles se desintegrem. Após esse período, o cadáver é reduzido a restos de esqueletos, com alguns pedaços de ossos As partes que não foram queimadas, tais como implantes e pontes, são separadas com a ajuda de um ímã bem forte.

Finalmente, os pedaços de ossos que restaram são triturados ou cremados novamente e transformados em um pó fino e uniforme. As cinzas são, então, colocadas em um recipiente temporário ou em uma urna de cremação e entregues à família. As cinzas podem ser espalhadas, enterradas, jogadas no mar, em rios ou mesmo permanecerem guardadas. 

Modo mais ecológico de morrer Feita de maneira correta, a cremação é o modo mais ecológico de morrer, já que a queima dos corpos libera apenas água e gás carbônico em pequenas quantidades. Já os resíduos tóxicos acabam retidos em filtros de ar. Além disso, através do processo, terrenos não são ocupados nem correm risco de contaminação.

Segundo o site Planeta Sustentável, “uma pessoa com 70 quilos de massa se transforma em 1 ou 2 quilos de cinzas, enquanto sob a terra a decomposição pode durar até dois anos e deixar cerca de 13 quilos de ossos para a posteridade”.

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