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Família de universitária morta em lavanderia protesta em Vila Velha

04 OUT 2017
04 de Outubro de 2017
A família da universitária Luiza Mariano da Silva, assassinada em junho enquanto trabalhava em uma lavanderia de Itapoã, realizou um protesto na frente do Fórum de Vila Velha, na tarde desta quarta-feira (04/10), no bairro Boa Vista. A primeira audiência sobre o caso, que estava marcada para as 14h30, começou às 15h no local.
Com cartazes e emocionados, os familiares de Luiza pediam por justiça. O pai da jovem, Paulo Gomes da Silva, contou que tem sido muito difícil conviver com a perda da filha.
"Quero justiça. Sei que nada disso vai trazer minha filha de volta, mas eu quero justiça para esse monstro ficar um bom tempo preso e ninguém passar o que estamos passando. Minha menina era um anjo e esse monstro fez essa covardia", disse o pai da jovem.
A prima de Luiza, Marcela Santos, trabalhava na mesma rede de lavanderia, mas depois do crime, abandonou o serviço e os estudos para voltar para o Rio de Janeiro onde mora a família. "Tudo que queremos é justiça. A Luiza não merecia isso, ninguém merece na verdade. Ela era uma menina nova, tinha um futuro, uma vida inteira pela frente", lamentou Marcela.
Os familiares e a imprensa foram impedidos de entrar na audiência de instrução e julgamento. A mãe da universitária foi a única pessoa que o juiz liberou a entrada.
Por ter começado atrasada, o advogado da família acredita que a audiência não deve terminar hoje e, por isso, será suspensa e remarcada para dar continuidade.
O CRIME
A universitária Luiza Mariano, de 23 anos, foi encontrada morta dentro do banheiro de uma lavanderia na Rua Belo Horizonte, em Itapoã, Vila Velha, no dia 29 de junho. O corpo da vítima possuía marcas de agressões físicas e também perfurações causadas por golpes de faca. Ela estava sozinha na hora do crime e teve o celular levado pelo assassino, que trancou a porta depois do crime.
Segundo familiares da vítima, a jovem era funcionária da lavanderia havia dois meses e tinha saído cedo de casa para mais um dia de trabalho. A mãe dela foi ao local para levar almoço para a filha e viu o estabelecimento fechado. Um tio de Luiza foi acionado, chamou um chaveiro e conseguiu entrar. O corpo da jovem estava dentro do banheiro.
Natural de São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, a jovem cursava Psicologia na Universidade Vila Velha.
ASSASSINO CONFESSA O CRIME
Foi preso no dia 7 de julho o assassino da universitária Luiza Mariano da Silva, 23 anos, morta dentro da lavanderia em que trabalhava, no bairro Itapoã, em Vila Velha.
Leandro Matheus Marins Silva, de 28 anos, confessou o crime. Ele é marido de uma ex-funcionária da lavanderia. Segundo o delegado Janderson Lube, titular da Delegacia Especializada de Homicídio Contra a Mulher (DHPM), Leandro teria ido ao local atrás do dono do estabelecimento cobrar uma dívida da esposa referente à verba de rescisão do contrato dela.
O QUE O ASSASSINO DIZ
Segundo Leandro, na noite anterior ao assassinato, ele ingeriu bebidas alcoólicas e usou cocaína. Depois, já de dia, foi uma primeira vez à lavanderia, por volta das 9 horas da manhã, à procura do proprietário do estabelecimento. Lá encontrou Luiza, que informou a Leandro que o patrão não estava no local. Ele pediu o telefone do proprietário, mas Luiza negou a informação.
Ainda de acordo com o assassino, por volta das 10h40, ele retornou à lavanderia e pediu novamente o telefone do dono do estabelecimento e Luiza disse que não passaria. Naquele momento ele pediu que Luiza pegasse uma sombrinha e um chinelo que pertenciam à esposa dele (ex-funcionária do local). Quando Luiza pegou uma sombrinha e mostrou, ele disse que não era aquela. Luiza voltou ao banheiro para procurar e Leandro se aproveitou para dar um golpe de 'gravata' na vítima, a derrubando.
Luiza tentou se defender e pegou um objeto perfurante. Só que Leandro usou um fio de ventilador para enforcar a vítima e tomar o objeto cortante das mãos dela, dando três golpes no pescoço de Luiza. Em seguida, ele pegou o dinheiro do caixa, o celular da vítima e fugiu. O assassino diz que jogou o aparelho no canal de Itapoã, próximo ao local do crime.

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