A PAIXÃO 
 DA REGIÃO 


PF divulga telefone para denúncia de paradeiro de foragidos da Operação Cardiopatas

18 JAN 2018
18 de Janeiro de 2018
Dois investigados na “Operação Cardiopatas”— deflagradas em Campos e municípios vizinhos em janeiro deste ano e novembro de 2017— continuam foragidos. A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira (18/01) o telefone (22)2726-8700 para denúncias acerca do paradeiro de Rogério Vasconcelos Maciel e Tiago Correa Tavares.
De acordo com a Polícia Federal, Rogérioe Tiago são considerados intermediários (fraudador) — pessoa que negociava as fraudes — no esquema de corrupção de servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e fraudes previdenciárias.
Ainda de acordo com a PF, os clientes da organização criminosa também responderão pelo crime de estelionato previdenciário, podendo ser presos em flagrante durante perícia do INSS, caso tentem prorrogar os benefícios com documentos médicos fraudulentos, ou durante os saques dos benefícios fraudulentos.
Nesta terça-feira (16/01) o foragido Joacyr de Souza Conceição, alvo da segunda fase da Operação Cardiopatas, apresentou-se à Polícia Federal de Campos, sendo encaminhado ao Presídio local. Contra o advogado havia um mandado de prisão preventiva em aberto desde o último dia 8.
AS DUAS FASES DA OPERAÇÃO
A Operação Cardiopatas investiga uma organização criminosa especializada em fraudes a benefícios previdenciários por incapacidade, com participação de intermediários, cooptadores e servidores do INSS.
A primeira fase da operação foi deflagrada no último dia 8, com a expedição de 15 mandados de prisão, 18 de busca e apreensão e 19 de condução coercitiva, sendo identificados 34 beneficiários de benefícios fraudulentos, gerando um prejuízo de R$ 4,3 milhões à Previdência.
Já a segunda fase da operação foi deflagrada no dia 11 de novembro, com a expedição de dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar, obtidos a partir da análise de depoimentos, interrogatórios e materiais apreendidos na primeira fase.
No atual estágio dos trabalhos, o número de beneficiários identificados subiu de 34 para 67 e o prejuízo calculado elevou-se para R$ 11.385.441,76 milhões. Os investigados responderão pelos crimes de integrar organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção e peculato.
A Justiça Federal expediu ordem de cancelamento de 28 benefícios ainda ativos com indícios de fraude, detectados na operação.

Voltar