A PAIXÃO 
 DA REGIÃO 


Com 80 mortes, Japão reconhece onda de calor como desastre natural

24 JUL 2018
24 de Julho de 2018
Uma onda de calor atípica que persiste nas últimas semanas já provocou a morte de ao menos 80 pessoas no Japão, informaram autoridades nesta terça-feira (24/07). As salas de emergência dos hospitais ficaram lotadas com mais de 22 mil pessoas procurando ajuda médica, principalmente idosas. A recomendação é que a população fique em casa para evitar as altas temperaturas que, em algumas áreas do país, superam os 40 graus Celsius.
"Nós estamos observando níveis sem precedentes de calor em algumas áreas", afirmou o porta-voz da Agência Meteorológica do Japão, segundo a BBC, acrescentando que a onda de calor é “uma ameaça à vida e nós a reconhecemos como um desastre natural”.
O governo anunciou medidas emergenciais para lidar com a situação, com investimentos para a instalação de ar-condicionado nas escolas públicas e a sugestão de que as férias de verão, que começaram nesta semana, sejam prolongadas. A previsão é que as temperaturas acima de 35 graus Celsius persistam até o início de agosto.
Na segunda-feira, a cidade de Kumagaya, nos arredores de Tóquio, registrou 41,1 graus Celsius, temperatura recorde desde o início dos registros, em 1896. Na capital, as temperaturas superaram a marca de 40 graus Celsius pela primeira vez na história.
"Temperaturas recorde continuam em todo o país e medidas de emergência para a proteção e bem-estar dos estudantes se tornou uma questão", afirmou o Secretário Geral do Gabinete, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva.
A emissora estatal NHK faz alertas frequentes para as pessoas se manterem hidratadas, reporem os sais perdidos com o suor e ficarem em ambientes fechados. Vídeos com instruções para o socorro de vítimas de insolação leve também são transmitidos constantemente.
Segundo a Agência de Gerenciamento de Defesa e Incêndios, na semana passada foram registradas 65 mortes relacionadas ao calor, contra 15 nas duas semanas anteriores. De acordo com a agência Kyodo, apenas na segunda-feira 13 pessoas morreram no país por causa do calor, mas os números não são oficiais.
"Os idosos são representam a vasta maioria das mortes", afirmou à Reuters Fumiaki Fujibe, pesquisador da Universidade Metropolitana de Tóquio. — Cerca de metade das pessoas que vão para as salas de emergência tem mais de 65 anos, mas eles representam 80% das mortes.
Fonte: O Globo

Voltar